UPAE Carpina e Polícia Federal promovem palestra sobre proteção de crianças e adolescentes na internet

Debate abordou os impactos do mundo digital na segurança de crianças e adolescentes e a atuação dos profissionais da saúde.
Em alusão ao mês de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado nacionalmente em 18 de maio, a Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE) Carpina promoveu, na manhã desta sexta-feira (30), uma palestra sobre proteção infantojuvenil no ambiente digital. A atividade, conduzida pela equipe da Polícia Federal (PF), reuniu profissionais de saúde e assistência social da II Gerência Regional de Saúde (Geres).
Com o tema Guardiões da Infância, o evento teve como objetivo principal discutir como a criminalidade cibernética relacionada ao abuso sexual contra crianças e adolescentes se manifesta, além de orientar os profissionais sobre formas de prevenção, acolhimento e intervenção em casos suspeitos. A palestra foi conduzida pelo delegado da Polícia Federal, Belmiro Araújo, pela escrivã Mayara Castro e pelo agente Hundemberg Santiago. De acordo com os palestrantes, compreender os sinais de risco e saber como agir é fundamental para fortalecer a rede de proteção.
Entre os dados que mais chamaram a atenção durante o encontro, está a informação de que cerca de 80% dos agressores são pessoas próximas à vítima, desmistificando a ideia de que o perigo se restringe a desconhecidos. Além disso, foi destacado que 88,2% das vítimas são meninas, reforçando a urgência de estratégias específicas de proteção.
A assistente social da UPAE Carpina, Elyda Lira, destacou outro ponto sensível: “Os desafios propostos em redes sociais, que induzem crianças e adolescentes a cumprirem tarefas perigosas para se sentirem aceitos em determinados grupos, são uma realidade que precisa de atenção. Além disso, muitos pais e até profissionais relataram a dificuldade de acompanhar o que seus filhos fazem no ambiente digital.”
Para a coordenadora de Cuidados Interdisciplinares, Monielle Marins, o encontro foi produtivo e necessário. “A participação dos profissionais foi extremamente ativa, com muitos relatos, questionamentos e reflexões que, sem dúvida, contribuem para fortalecer a rede de proteção às nossas crianças e adolescentes”, avalia.
