Trump declara emergência no Distrito de Colúmbia, sede da capital dos EUA

Medida permite que a cidade use até 24 de janeiro os recursos emergenciais. Segundo a Casa Branca, declaração servirá para evitar ou diminuir o risco de possíveis desastres na posse de Joe Biden.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu nesta segunda-feira (11) uma declaração de emergência para o Distrito de Colúmbia, que abriga a capital Washington. A ideia da Casa Branca é aumentar a segurança e diminuir riscos de catástrofes na posse do presidente eleito, Joe Biden. A cerimônia ocorre em 20 de janeiro.
Com a medida, que fica em vigor até 24 de janeiro, o Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Administração de Recursos (Fema, na sigla em inglês), poderão coordenar “todos os esforços para aliviar” e para “salvar vidas e proteger as propriedades, saúde pública e segurança”.
Isso significa que, na prática, o governo vai aumentar o aparato de segurança a Washington durante os dias imediatamente antes e depois da posse de Biden.

Mais cedo, o O FBI alertou sobre possíveis protestos armados planejados para Washington e todas as 50 capitais estaduais do país durante os dias que antecedem a posse do presidente eleito.
Diante das ameaças de violência por parte de apoiadores do presidente Donald Trump, a Guarda Nacional foi autorizada a enviar até 15 mil soldados a Washington, e os turistas foram impedidos de visitar o Monumento a Washington.
Além disso, nos próximos dias, o Congresso ficará movimentado com a análise do pedido de impeachment de Trump por ter incitado os atos violentos no Capitólio. A Câmara deve votar as acusações já nesta semana, mas ainda não está claro se o Senado julgará a cassação do republicano antes do fim do mandato.
Na semana passada, uma multidão de apoiadores de Trump invadiu o Capitólio, sede do Congresso americano, em uma ação violenta que terminou em cinco mortes, inclusive de um policial. Naquele momento, Biden era oficializado como presidente eleito dos EUA, a última formalidade antes da posse.
Fonte: G1
