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Sustos e expulsão testam seleção masculina de futebol nas Olimpíadas de 2020

Está no imaginário coletivo do brasileiro ter uma seleção de futebol criativa, ofensiva e vencedora para torcer.

Ao longo dos anos, a partir de 1958, quando a primeira Copa do Mundo chegou ao país, este raciocínio idílico coincidiu com os fatos reais uma porção de vezes. Não foi o caso da seleção olímpica de 2016, que, em casa, apesar de vencedora e ofensiva, foi uma demonstração de que só a ideia, sem execução, não forma memória.

Após duas partidas nos Jogos do Rio de Janeiro, a seleção masculina olímpica havia acumulado dois 0x0, contra as frágeis seleções de África do Sul e Iraque. Para a terceira rodada, o Brasil, em Brasília, precisava da vitória para não acabar precocemente eliminado. E, para aquela ocasião, Rogério Micale escalou o Brasil em um inusitado 4-2-4.

Luan, Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus foram escalados e, enfim, a vitória veio. O time, até então, atuava com Felipe Anderson no meio-campo pelos lados, sem Luan, e com Thiago Maia e Renato Augusto completando o setor. E, mesmo com o esquema tático agressivo e o placar dilatado de 4×0 feito sobre a Dinamarca, aquele time não marcou memória pela ofensividade.