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Procuradores acusam defensores do ex-presidente de simular serviços para desviar recursos públicos

Procuradores do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro concluíram um documento que será encaminhado à ONU nos próximos dias. Nele, os advogados Cristiano Zanin e Roberto Teixeira são acusados de liderarem um esquema criminoso que tinha como objetivo desviar dinheiro público. Zanin e Teixeira defendem o ex-presidente Lula nos processos que ele responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para o MP, essa é a atividade visível dos advogados. A outra, oculta, consistia em vender influência nos tribunais.

O documento, assinado por 12 procuradores da Lava-Jato, é uma resposta à uma representação que os advogados do ex-presidente impetraram na ONU. Zanin e Teixeira, investigados na Operação E$quema S, que apura fraudes na Fecomércio, se dizem vítimas de perseguição, intimidação e assédio judicial por parte do MP. Os advogados questionaram também a independência do juiz Marcelo Bretas.

A ONU, em resposta, pediu providências ás autoridades brasileiras, avaliando que a informação recebida seria suficientemente confiável. O relator do caso, Diego García-Sayán, se disse especialmente preocupado com os relatos sobre a conexão que existiria entre a perseguição judicial denunciada e o fato de Zanin e Teixeira defenderem o ex-presidente Lula.

Em resposta, os procuradores reafirmam  a licitude das investigações e detalham a Operação E$quema S, que envolve outros personagens, inclusive com ligações políticas opostas às de Zanin e Teixeira. “ Nunca houve matizes ideológicas ou partidárias na atuação desta Força-Tarefa, que investiga e processa fatos ilícitos que remontam a uma corrupção estruturada e arraigada há décadas no Estado do Rio de Janeiro, com repercussão nacional”, diz o documento. “Perceba-se, inclusive, que as organizações criminosas imputadas por esta Força-Tarefa ao Sr. Sérgio Cabral Filho e ao Sr. Michel Temer, e desdobramentos investigativos daí advindos, estão, no campo político, indiretamente relacionadas às suas atuações como mandatários de altos cargos públicos e lideranças nacionais do partido MDB, que historicamente é oponente ao PT ”

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