País não acompanha surgimento de novas cepas do coronavírus

Não é de hoje que os cientistas brasileiros chamam atenção para a necessidade de investir na identificação, rastreamento, monitoramento e isolamento das infecções da covid-19 como medida crucial para interromper a circulação da doença. Apesar de ter sequenciado em tempo recorde, em apenas 48 horas, em fevereiro do ano passado, o primeiro genoma do coronavírus que estava circulando no país, o Brasil sofre com uma escassez na vigilância de novos genomas. Pesquisadores apontam que há estrutura e pessoal capacitado, mas falta recurso. A alta do dólar também é apontada como um problema, visto que os reagentes necessários são todos importados.
Em meio a isso, o novo coronavírus ganhou espaço para, inclusive, evoluir, silencioso, para uma versão possivelmente mais contagiosa. A variante P.1, originada no Amazonas, foi primeiramente identificada do outro lado do mundo e encontrada em mais quatro países, antes de ser confirmada em São Paulo. Pesquisadores apontam que houve, de fato, uma redução do sequenciamento das mutações do vírus no segundo semestre do ano passado. Enquanto isso, o governo federal conta com ajuda da tecnologia de fora para ter mais informações sobre a variante, como informado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.
Na última terça-feira, o general disse que o Brasil enviou amostra para ser estudada em Oxford. “Mandamos todo o material coletado para a Inglaterra para que a gente tenha uma posição exata sobre o grau de contaminação e agressividade dessa nova cepa”, afirmou, ponderando que os estudos também estavam sendo conduzidos no Brasil.
Fonte: Correio Brasiliense
