Israel e palestinos concordam com cessar-fogo na Faixa de Gaza após ataques

Forças de Israel e militantes palestinos concordaram com um cessar-fogo a começar neste domingo, 7, após três dias consecutivos de conflitos na Faixa de Gaza que já deixaram mais de 40 mortos e 300 feridos, incluindo crianças e mulheres. Mediado pelo Egito, o acordo de trégua já havia sido acordado por Israel, mas dependia ainda da resposta da Jihad Islâmica Palestina.
A confirmação veio durante a noite no horário local (meio da tarde de Brasília). “Foi concluído há pouco um acordo de trégua egípcio, que inclui o compromisso do Egito de agir em favor da libertação de dois prisioneiros, Basem Al Saadi e Khalil Awawdeh”, disse em um comunicado Mohamed Al Hindi, chefe do braço político da Jihad Islâmica.Pelo menos 41 pessoas morreram até agora em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde local, e 311 ficaram feridas. Quinze crianças e quatro mulheres estavam entre os mortos, disse o ministério no domingo. No último sábado, Israel havia alertado que os confrontos poderiam se estender por uma semana, mas após a morte de dois líderes da Jihad Islâmica, o governo israelense declarou que seu objetivo havia sido alcançado.
Foi a prisão de Saadi, um líder da Jihad na Cisjordânia ocupada, que desencadeou essa escalada de violência. Israel justificou seus primeiros ataques na sexta-feira por medo de possíveis represálias da Jihad por essa prisão na Faixa de Gaza, um enclave que está sob bloqueio israelense há mais de 15 anos.Israel informou ter matado o segundo líder da Jihad Islâmica, Khaled Mansour, que, segundo as autoridades israelenses, sobreviveu a pelo menos outros cinco atentados e foi responsável por dezenas de ataques terroristas contra israelenses. A morte de Mansour segue um ataque aéreo semelhante contra Tayseer Jabari, chefe de operações da Jihad Islâmica no norte da Faixa de Gaza, na última sexta-feira, 5.
