Inspirado por Mandela e música baiana, Hebert Conceição luta pelo ouro no boxe

Impulsionado por mensagens recebidas de artistas baianos, Hebert Conceição subiu ao ringue antes da vitória sobre o atual campeão mundial Gleb Bakshi, da Rússia, ao som da música “Madiba”, do Olodum, feita em homenagem a Nelson Mandela. Como diz a canção, o pugilista foi um “nobre guerreiro, negro de alma leve, nobre guerreiro, negro lutador” para derrotar o adversário e se classificar para a disputa da medalha de ouro do peso médio (até 75kg) do boxe nas Olimpíadas de 2020.
“Eu sempre entro para lutar com esse grande hino. Infelizmente, a gente em pleno século XX ainda conviver com casos de racismo. É muito lamentável! Eu como negro também não poderia deixar de poder representar a minha raça e também poder mostrar que nós podemos! Basta a gente trabalhar, não ligar para críticas, se abrir apenas às críticas construtivas e trabalhar, ter fé em seja lá o que for que alimente a sua fé. Trabalhe, respeite o próximo, seja ele branco, negro, pardo, índio… Seja lá o que for, respeitem as pessoas, trabalhem porque com certeza você será recompensado”, declarou Hebert.
Nascido em Salvador há 23 anos, Hebert está animado com a repercussão de sua participação nos Jogos Olímpicos entre os artistas baianos. “Ah, desculpe se eu esquecer de alguém, mas dos artistas foram o cantor da banda Olodum, o Denny, que foi cantor no Timbalada, Compadre Washington, Léo Santana. Ivete Sangalo também me seguiu no Instagram. Muitos artistas, muitas pessoas que nem me conhecem mandando muita energia positiva, falando que se sentiram representados”, conta, empolgado, o pugilista, que fez questão de mencionar também seu clube de coração, o Bahia.
