Incêndios consomem cerrado e Amazônia, mostra Inpe

A Amazônia e o cerrado registraram aumento no número de queimadas. De acordo com o levantamento do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) — órgão que faz parte da estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia —, 7.533 focos de incêndio foram registrados na floresta no primeiro semestre deste ano, crescimento de 17% em comparação com o mesmo período de 2021. Em relação ao cerrado, foram 10.869 registros, 13% maior que o dos seis primeiros meses do ano passado.
Os últimos 30 dias foram particularmente ruins para a Amazônia, quando 2.562 focos fizeram do mês o pior junho desde 2007. No cerrado, houve 4.239 registros, aumento de 1,4% em relação ao ano passado.No último dia 23, o presidente Jair Bolsonaro (PL) proibiu, por meio de decreto, o uso do fogo em todo o país pelos próximos 120 dias — as autorizações para a queimada voltada à prática agrícola estão suspensas. Mas, mesmo assim, isso não melhora a imagem do atual governo, pois desde o primeiro ano da gestão os números da devastação do meio ambiente só têm crescido. Historicamente, os anos eleitorais têm os maiores índices de desmatamento e queimadas.
