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Com peronismo, pobreza cresce e Argentina vive caos econômico

Quarta-feira, 20 de julho. Uma garrafa de água de 1,5 litro custa 119 pesos (R$ 2,38), num supermercado da Avenida Corrientes, no centro de Buenos Aires. A etiqueta avisa que o preço está congelado e o estoque do produto já está no fim. Terça-feira, 26 de julho. A água voltou à prateleira do mesmo supermercado, mas a garrafa agora custa 125 pesos, um aumento de quase 5%.

O processo se repete com outros produtos, como óleo de cozinha e biscoito, que também encareceram no intervalo de uma semana, e reflete a gravidade do caos econômico vivido pela Argentina no governo do peronista Alberto Fernández.Desde o início de julho, Fernández trocou dois ministros da Economia – Martín Guzmán, substituído por Silvina Batakis, sucedida menos de um mês depois por Sergio Massa, atual ocupante do cargo. No mesmo período, o dólar paralelo oscilou de 239 a 316 pesos na sexta-feira, a cotação estava em 295 e o governo alterou as já complexas regras de câmbio em pelo menos uma oportunidade.

Esta reportagem, dedicada à crise Argentina, faz parte de uma série lançada pelo Estadão sobre o crescimento da esquerda na América Latina, que aborda casos de diferentes países da região em que o grupo assumiu o poder nos últimos anos e discute os riscos que isso poderá representar para o futuro.