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Lago dos esqueletos: As misteriosas ossadas do lago no Himalaia

Com ossos de 300 a 800 pessoas, uma pesquisa divulgada em 2019 tentou solucionar um dos maiores mistérios da região

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O Lago dos esqueletos no Himalaia – Divulgação/Himadri Sinha Roy – Nature Communications

Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial, um guarda britânico foi responsável por encontrar um lago congelado peculiar no alto das montanhas do Himalaia, na Índia. Além da água congelada, o local guardava algo muito mais curioso: centenas de ossos de diferentes indivíduos.

O lago cheio de ossos ficou conhecido como Skeleton Lake (lago dos esqueletos, em tradução livre). Desde então, ele guarda um mistério que já perdura por décadas. Afinal, quem eram essas pessoas?

Lago dos esqueletos

Crédito: Divulgação/Himadri Sinha Roy – Nature Communications

Foi em 2019 que um grupo de pesquisadores decidiu realizar um estudo aprofundado sobre a descoberta feita no Himalaia. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista científica Nature Communications e repercutidos pelo portal LiveScience.

O que aconteceu com eles?

Crédito: Divulgação/Himadri Sinha Roy – Nature Communications

Não é possível afirmar com certeza o que aconteceu com aqueles indivíduos, que podem ter vindo de tão longe e morrido perto do lago. Por meio da pesquisa, foi possível perceber que muitos deles apresentavam fraturas no crânio, o que pode ter sido causado por um trauma contundente.

O que os pesquisadores podem fazer é apenas sugerir hipóteses para o que teria causado o óbito daqueles indivíduos — Douglas Preston inclusive afirma que está preparando uma nova investigação na região para tentar solucionar essa questão.

A principal tese é a de que eles foram atingidos por tempestades fortes, que poderiam incluir granizo, enquanto estavam na crista acima do lago. Muitos teriam morrido de hipotermia ou por exposição e caíram perto do lago ou rolando morro abaixo ou devido a pequenas avalanches que acontecem nas encostas.

“Por meio do uso de análises biomoleculares, como DNA antigo, reconstrução da dieta isotópica estável e datação por radiocarbono, descobrimos que a história do Lago Roopkund é mais complexa do que jamais imaginamos”, concluiu o coautor da pesquisa de 2019, David Reich, da Harvard Medical School.

Fonte: Aventuras na História

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