Médico é condenado a 51 anos de prisão por estuprar nove mulheres

Um médico dermatologista foi preso na noite dessa quarta-feira (10/8), em Montes Claros, no Norte de Minas, depois de ter sido condenado pela Justiça, em primeira instância, a 51 anos de reclusão pela acusação de estuprar nove pacientes.
As investigações foram iniciadas pela Polícia Civil em 2016, quando duas pacientes denunciaram o médico por abusos sexuais. A defesa dele sustenta inocência e alega que a prisão foi arbitrária.Por ter sido uma decisão da Justiça em primeira instância, o dermatologista L. W. F. teria direito de recorrer em liberdade. Porém, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (11/8), a delegada Karine Maia, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Montes Claros, afirmou que a prisão preventiva foi decretada pelo juiz em atendimento a pedido do Ministério Público Estadual (MPMG) por “questões processuais”, alegando não saber quais.
Por sua vez, o advogado Nestor Rodrigues, que defende o médico, alegou que o seu cliente é inocente, que, segundo ele, foi vítima de perseguição por parte das autoridades envolvidas na investigação, contra as quais anunciou que vai recorrer em “instâncias superiores e ajuizar ação em órgãos de corregedoria”.A delegada Karine Maia afirmou, no entanto, que a investigação seguiu procedimentos corretos e não quis comentar as acusações do advogado. Rodrigues também anunciou que vai entrar com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para tentar o relaxamento da prisão preventiva do médico.
